Esta semana eu me alistei como voluntária para ir ao Haiti prestar socorro às vítimas da catástrofe, estão solicitando profissionais de saúde. Como o mundo inteiro sabe, o país foi completamente devastado por uma série de terremotos que ainda continuam ocorrendo. Ao saber da minha decisão, muita gente questionou, perguntam se estou louca, acham insensato, desaprovam.
Porque você quer sair daqui, da sua casa, do seu conforto e ir a um lugar onde não tem água nem comida, não tem hotel, onde os mortos apodrecem nas ruas, onde não há lugar seguro para se abrigar, onde pessoas estão morrendo de infecções, de gangrena, de fome, de dor...
Outros dizem, tem muita gente aqui que precisa de ajuda também, não precisa ir longe.
Todos esses questionamentos são importantes e coerentes, afinal insensato seria se lançar numa tal empreitada sem motivo, ou sem saber o motivo. Eu pergunto, o que move um ser humano?
Porque ir ao Haiti? Eu sempre admirei pessoas que deixam tudo, mesmo que por curto período de tempo e vão a um outro mundo oferecer um pouco de si. Segundo, faço muito pouco ou quase nada por meu semelhante. Terceiro, são seres humanos que estão em desamparo, são iguais a nós, eles tinham uma vida, tinham projetos, sonhos, ideais e em menos de uma hora o mundo como conheciam acabou. Poderíamos ou poderemos ser nós.
Quarto, é uma excelente oportunidade de exercitar a humanidade que supomos ter, tenho ciência do que vou encontrar se eu for, mas também creio que, em eu indo, voltarei um tantinho melhor como pessoa do que como fui.
Quinto, como escoteira, é meu dever ajudar se posso.
Pode ser que eu nunca seja chamada, pode ser que eu vá amanhã, o que importa é que farei o meu melhor. Tem certas decisões que só fazem sentido para a pessoa.
Isso me fez lembrar uma situação que aconteceu com a sábia Madre Teresa, ela estava cuidando das graves feridas de doente e um homem muito rico e arrogante chegou ao lado dela e, querendo humilhá-la lhe disse: nem por todo dinheiro do mundo eu faria isso. Ela sorriu e muito mansamente lhe respondeu, nem eu meu filho, nem eu.
Um abraço e até a próxima!
Isso me fez lembrar uma situação que aconteceu com a sábia Madre Teresa, ela estava cuidando das graves feridas de doente e um homem muito rico e arrogante chegou ao lado dela e, querendo humilhá-la lhe disse: nem por todo dinheiro do mundo eu faria isso. Ela sorriu e muito mansamente lhe respondeu, nem eu meu filho, nem eu.
Um abraço e até a próxima!


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